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Chevrolet Volt chega ao mercado americano e recarrega as esperanças da GM por dias melhores

Chevrolet Volt :: A General Motors apostou na originalidade

Detroit/Estados Unidos – A General Motors apostou na originalidade. E agora vai confirmar se colocou suas fichas no conceito certo.


O Chevrolet Volt começou a chegar no mercado americano neste mês de janeiro com o desafio de dar um novo rumo à lógica seguida até agora para a eletrificação de veículos. O Volt foi uma das últimas ousadias da GM antes da crise de 2008, que quase levou a gigante norte-americana à derrocada. Por isso, ele passou a ser também o principal trunfo da montadora para se reerguer. E foi mostrado já praticamente pronto em todos os grandes salões de automóveis desde Paris em 2008. Agora, saneada, a montadora põe nas ruas as primeiras unidades do carro.

O modelo é uma espécie de terceira geração de veículos criados para um futuro com o petróleo muito caro e escasso, depois do híbrido e do plug-in. O Volt seria a mistura desses dois modelos de mobilidade. É um veículo plug-in – que se recarrega através da rede elétrica – e com sistema de recuperação e energia durante as desacelerações e frenagens. E pode se manter sem consumir uma gota de combustível enquanto ficar limitado a trajetos médios “entre tomadas” de 60 km. Mas se iguala a um híbrido no momento em que é necessário ir mais longe. Com o auxílio do motor a combustão, o Volt é capaz de rodar até 600 km sem reabastecimento.

Para dar esse fôlego, entra em cena um motor a explosão – 1.4 16V com comando variável e injeção direta de 84 cv. Ele aciona um gerador de 55 kW que carrega a bateria de íon-lítio de 16 kWh com 288 elementos. Esta bateria, em forma de “T”, pesa 198 kg e fica instalada no assoalho do carro. Ela tem até um sistema de controle de temperatura, para esfriá-la ou aquecê-la – já que em temperaturas muito baixas, baterias perdem a capacidade de fornecer energia. aA do Volt alimenta um motor elétrico de 111 kW ou 151 cv de potência, com torque de 37,5 kgfm. E é esse motor que move o modelo.

A sofisticação dos sistemas chegou a criar dúvidas sobre como classificar o Volt. Isso porque quando a bateria vai a zero, a energia gerada pelo motor a combustão alimenta de forma imediata, mas não direta, o motor elétrico de tração. Segundo a GM, isso não torna o Volt um híbrido plug-in porque só o motor elétrico tem acesso às rodas. Seja como for, o fato é que o sedã – compacto para os Estados Unidos e médio para o Brasil – é incrivelmente eficiente no que se propõe: ser um carro sem as limitações de autonomia, consumo ou de condução que afetam os modelos que buscam eficiência energética. Parece até um carro comum.

O interior do modelo busca reforçar a ideia de ser um carro ortodoxo, embora moderno. O painel de instrumentos dá lugar a uma tela de cristal líquido, que informa sobre consumo, velocidade e condições da bateria e do motor a explosão. Outra tela, no console central, monitora rádio, GPS, ar-condicionado. Os comandos, do tipo “touch”, ficam em um painel de plástico brilhoso, que pode ser branco, cinza ou preto, dependendo da cor do veículo. O câmbio é CVT e tem um alavanca bem minimalista. Também entre os bancos, com abas bem altas, um apoio de braços escamoteia um porta-objetos de boa capacidade.

Mas a verdadeira alma do Volt é a bateria. Tanto que ela tem uma garantia especial, de 160 mil quilômetros ou oito anos – próxima à durabilidade estimada, de 10 anos. O custo de reposição, estimado entre US$ 7,5 mil e US$ 10 mil, invibializa a extensão da vida útil de um carro que, zero-quilômetro, sai a US$ 41 mil. A importância da bateria é tal que determinou até o estilo do carro. Como ela forma um túnel entre os bancos dianteiros e traseiros e se bifurca sob o assento traseiro, o Volt virou necessariamente um 2+2. Já que esta configuração era inescapável, a Chevrolet tratou de dar ao modelo um ar um pouco mais esportivo. A frente é bem agressiva, com spoiler que quase raspam o chão e faróis bem estreitos. A impressão é reforçada pela falsa grade dianteira na cor prata, dividida por uma barra horizontal na cor da carroceria.

Essa frente, característica da marca Chevrolet, é a maior diferença entre o americano Volt e o alemão Opel Ampere, que será vendido na Europa. No perfil, uma pequena ilusão de ótica: a linha de cintura altíssima é disfarçada por um painel preto, com acabamento laqueado, que dá a impressão de que a área envidraçada é maior do que é e cria uma sensação de velocidade. A traseira tem linha retas, esculpidas – inclusive as lanternas –, com quinas vivas no para-choque traseiro. Tudo no novo carro da Chevrolet tenta transmitir uma imagem de eficiência e modernidade. Valores que a General Motors espera consolidar na era Volt, que está começando.



Por Eduardo Rocha – Auto Press



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Originalmente publicado em 21/01/2011 Compartilhe:

FONTE: Blog Notícias Automotivas - www.noticiasautomotivas.com.br


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